Pastor proíbe fiéis de assistirem TV, irem ao cinema, cortarem o cabelo e usarem barba

 



Nos idos anos 1980 ainda era comum a ênfase de denominações pentecostais nas doutrinas de usos e costumes, que estipulavam uma espécie de código de vestimenta e conduta, proibindo que mulheres usassem calças e cosméticos, assim como o uso de barba para os homens. Agora, um ramo da Igreja Assembleia de Deus resgatou essa rigidez doutrinária.

A Convenção dos Ministros e das Assembleias de Deus no Estado do Mato Grosso (COMADEMAT), presidida pelo pastor Sebastião Rodrigues de Souza, divulgou uma resolução da Mesa Diretora enumerada 04 para reafirmar sua posição doutrinária acerca de usos e costumes, estipulando diversas proibições aos membros da denominação.

As mulheres ficam proibidas de usarem o que se identificou como “trajes masculinos”, roupas curtas e/ou transparentes, decotes chamativos, maquiagem, sobrancelhas desenhadas e até o corte de cabelo.

Para os homens, as proibições abrangem o cabelo comprido ou cortes chamativos, camisas regatas, bermudas, shorts, barba e/ou cavanhaque, brinco e piercing, de acordo com informações do portal JM Notícia.

De maneira abrangente, a resolução proíbe a todos os membros de assistirem televisão, praticar qualquer tipo de jogo (desde videogames até futebol), “divertimentos mundanos” (como ir ao cinema, por exemplo) e até o uso de bateria nos cultos das congregações da COMADEMAT.

Essas proibições ultraconservadoras foram anunciadas a partir da interpretação dos líderes da denominação de versículos como I Coríntios 11: 14 e 15, I João 2:15 e 2 Timóteo 2:25 e 26.

Pastor Sebastião Rodrigues de Souza, que lidera a COMADEMAT é o atual 1º vice-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), e nas eleições de 2018 foi um dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Na resolução, o pastor argumenta que as proibições ligadas aos usos e costumes constantes da resolução “são princípios estabelecidos como doutrina na Palavra de Deus, e conservados como costumes desde de o início desta obra no Brasil”, apontando, por exemplo, que o uso da televisão pode estabelecer uma barreira entre o Lar e a Igreja.

Imagem da resolução sobre usos e costumes da igreja

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